Se você tem mãe, irmã, esposa, filha ou amiga, você tem tudo a ver com isso.

Comumente vivemos em ambientes tradicionais e conservadores, onde os poderes, as escolhas e as liberdade femininas sofrem muita resistência, na sua grande maioria de forma oculta. O empoderamento feminino vem avançando sobre estas resistências e ganhando visibilidade nos últimos anos e o termo já é pauta em debates e discussão mais sérias.

Para entender o conceito, o mais importante é a compreensão de que não se trata de conferir benefícios exclusivos as mulheres, mas fornecer condições para o desenvolvimento de seu potencial e corrigir injustiças históricas, pois esse assunto é mais antigo do que se imagina. Tratar todas as mulheres com respeito, de forma justa, incentivando a educação, a saúde, o desenvolvimento profissional, o empreendedorismo, segurança e a capacitação, é uma obrigação nossa, numa sociedade tão desigual.

Sendo mais explícito… Empoderamento Feminino é diferente do Feminismo. Que fique bem claro aos críticos de plantão.

Feminismo resumidamente é um movimento que prega a ideologia da igualdade social, política e econômica entre os gêneros. Empoderamento feminino é a consciência coletiva. Manifestada em ações que fortaleça as mulheres em seu desenvolvimento, pessoal, social, profissional e familiar. Apesar de ser uma consequência do movimento feminista, são coisas ao meu ver, bastante diferentes.

Empoderar significa tomar poder sobre si. E isso vale para quaisquer frentes, ou outros grupos sociais, como negros, idosos, e etc. As mulheres precisam ser apoiadas e incentivadas para que assim, possam tomar poder sobre si. Este equilíbrio faz com que o fiel da balança seja justo para todos os lados, transformando a sociedade em algo igualitário e repleta de oportunidades.

Em 2010, a ONU, lançou os ideais de empoderamento das mulheres, com o objetivo de pôr em prática princípios para um mundo melhor, que enumero abaixo:

  • Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível;
  • Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação;
  • Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa;
  • Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres;
  • Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing;
  • Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social;
  • Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Empoderar as mulheres tornam a sociedade mais justa, menos preconceituosa, com a promoção da aceitação e da tolerância à toda e qualquer diferença. Os princípios de uma sociedade democrática é a igualdade entre todos. Mantendo o equilíbrio. O empoderamento feminino ajuda a cumprirmos este papel. Uma vez que garante que tenhamos lideranças em cargos de gestão, as empreendedoras, nas empresas, nas prefeituras, no congresso, no senado e até mesmo no Palácio do Planalto num momento onde uma liderança como a Cármen Lucia se torna a segunda mulher presidente do pais.

Um mercado de trabalho que demora para perceber que as mulheres ajudam a trazer dinâmicas aos negócios, mostram sinais claros de atraso social. O empoderamento feminino oxigena, quebra paradigmas, desconstrói preconceitos seculares que não cabem mais nos momentos que vivemos hoje.

Se você que lê este artigo, e compartilha comigo estes pensamentos, sejam homem ou mulher, incentive suas amigas, mãe, esposa, filhas ou irmã, a acreditar em seus sonhos, em suas ambições, que elas tomem para si a consciência de seus potenciais, de sua confiança, pois assim faremos um mundo melhor. E você parceiro, encoraje, de o suporte necessário, pois seu papel deve ser ativo e persistente. Hoje e sempre.

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