Foi em uma segunda-feira que encontramos André Quintão.

Super bem-humorado como sempre, calça jeans e camiseta. Fez questão de cumprimentar toda nossa equipe, respondeu todas as perguntas em um bate papo descontraído com nossa redação e falou da importância da inovação nas empresas, sobre sinergia necessária entre a área de negócios e a TI e o papel dos pais responsáveis na educação de seus filhos, principalmente no ambiente virtual.

Ah sim, encarou também a gravação de um vídeo para esta matéria com um sorriso no rosto e 7 perguntas foram feitas para André Quintão.

Então, se joga na entrevista que o 7Minutos trouxe especialmente pra você!

7 Minutos – Apesar de sua formação em TI, vejo pelos seus artigos que incentiva a inovação nas empresas com uma visão de negócios, qual a importância disso?
-AQ: Sou profissional com formação em TI, mas minha carreira acabou me obrigando a ter que aprender sobre gestão e negócios. Projetos que participei de diversos tamanhos e complexidades me obrigou a ter uma visão mais abrangentes do todo, e isso despertou que a inovação acaba sendo uma necessidade de sobrevivência num mercado altamente competitivo que estamos inseridos no dia a dia.

7 – Recentemente deu palestras da UniEvangelica e na FAMA sobre Economia Colaborativa para os alunos, era para incentivar a inovação nos mais jovens?
-AQ: Hoje temos 53% da população abaixo dos 30 anos. Isso nunca aconteceu na história da humanidade, a grande maioria da população é jovem. Essa nova geração está transformando o mercado de trabalho. Essa “safra” está redefinindo como as relações comerciais acontecem. Isso de forma mais dinâmica e mais rápida. As gerações passadas não estão conseguindo acompanhar. Veja os cases como o Uber, NetFlix, AirBNB, Facebook valendo mais do que empresas tradicionais como Ford e GM, que produzem bens de consumo.
O incentivo das palestras, era que essa nova geração, acredite que eles podem fazer diferente, que podem sim, com idéias inovadoras serem empreendedores de sucesso. Sem precisar de sair de Anápolis, pois a internet está aí, para ajudar nesse desafio de quebrar as regras das localizações geográficas.

7 – Acredita que as profissões mais tradicionais estão fadadas?
– AQ: As profissões tradicionais, continuarão em pauta. Mas uma revolução está acontecendo entre os mais jovens e quem não se adaptar, em várias frentes, com certeza irá ficar para trás. Peguemos como exemplo o caso do Uber, não é somente os taxistas que sofrem impacto. Desde que me mudei para Anápolis, em raras situações uso meu próprio carro. Meu gasto com manutenção reduziu drasticamente e isso impacta em toda cadeia produtiva no mercado automobilístico.
Hoje estes jovens se preocupam mais em ter o serviço não em possuir o bem. Para que comprar um carro se só preciso me deslocar do ponto a ao ponto b. Pago pelo serviço de me levar e me buscar, entende? Essa é a visão do futuro.

7 – Acha que todo mundo deve se tornar empreendedor?
-AQ: Não, de forma alguma. Ser empreendedor é um desafio, é matar um leão por dia e as vezes são dois, três leões por dia. Tem que ter coragem para ser empreendedor no Brasil. Tivemos um impulso de empreendedores forçados a se virar principalmente pela recente crise que passamos. Mas empreender é um desafio imenso. Com exceção de algumas iniciativas embrionárias, não temos faculdades que incentivem a se tornar bons profissionais empreendedores. Até mesmo, se for montar um consultório, devia ter na universidade, disciplinas de gestão de pessoas, contabilidade, administração, etc, assim, daria uma visão mais abrangente sobre ter um negócio próprio no Brasil. Mas acredito que essa geração de cuca mais fresca e mais antenada, tem muitas idéias que podem sim se tornar um grande negócio. Acredito que podem se qualificar e se preparar para colocar suas idéias no mercado de forma planejada.

7 – Agora como morador de Anápolis quais as novidades que podemos esperar para nossa cidade?
-AQ: Estamos lançando um projeto chamado Sou Anapolis, que tem como foco, incentivar os empreendedores de Anápolis, os serviços sociais, pontos de interesses e outras frentes de forma bastante convergentes. Apoiando principalmente essa nova geração de empreendedores que podem ser divulgados com as novidades da tecnologia web, redes sociais, compartilhamento e a reputação digital. Tem dado muito trabalho para finalizar, mas está muito gratificante poder lançar um projeto tão inovador aqui em Anápolis.
Outra frente é reformular o Projeto Web Segura. Estamos revisando o conteúdo do livro, organizando um conteúdo exclusivo para um curso EAD para pais e professores.
A dificuldade é ter muitas ideias e pouco braço para executar tudo, (risos), mas vamos fazendo devagar e lançando conforme possível.

7 – Explique um pouco do Projeto Web Segura?
-AQ: O Web Segura é um projeto pessoal, de cunho social, que tem o objetivo de orientar pais que não tem familiaridade com as tecnologias que os pequenos usam.
Às vezes, nós que somos pais, no desejo de não expor nossos filhos aos perigos da “rua”, acabamos trazendo o computador dentro de casa, assinamos a internet e achamos que com a criança dentro de casa estão seguras, mas esquecemos que os bandidos, também migraram para o ambiente virtual. Bullying, pornografia, pedofilia, golpes virtuais, violência e discurso de ódio, agora entra em nossa casa pelo ambiente virtual e precisamos estar atentos a estes riscos e não expor a crianças de forma descuidada nestes lugares digitais.
A ideia do projeto é levar as palestras gratuitas, com esse cunho para pais e professoras nas escolas e uma orientação as crianças de uma forma descontraída. Orientação e conhecimento nunca é demais.

7 – Quais seus conselhos para pessoas ou empresas que querem inovar?
-AQ: O processo de inovação, apesar de ser uma característica pessoal, pode ser ensinado por técnicas de incentivo a gestão da inovação e isso pode ser replicado para grupos e empresa de forma consultiva.
A inovação deve ser explorada em todos os setores, desde serviços públicos a grandes empresas privadas. Seja de empreendedores individuais aos comércios de rua. A inovação e a criatividade podem trazer resultados surpreendentes ao negócio.
O processo criativo, se inicia com uma pergunta e não com uma resposta. Se for questionador, independentemente de sua profissão ou ocupação, e observador, já está no caminho correto para se tornar um bom inovador.
Acho que se formos começar a incentivar o processo de inovação essa entrevista não termina nunca… (risos)

Por Lê Moraes – Fonte: 7Minutos

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