Mercado brasileiro ainda dá os primeiros passos em big data

Para Cezar Taurion, CEO da Litteris Consulting, big data hoje assume papel semelhante ao que o microscópio teve para a medicina. Com a invenção, descobertas a respeito de bactérias e outros microorganismos levaram desde à adoção de medidas simples de assepsia à compreensão de agentes causadores de doenças e, consequentemente, à cura das mesmas.

“Antigamente, um médico não sabia que era preciso lavar as mãos antes de uma cirurgia. A mesma coisa acontece com a tecnologia, antes era um campo que estava fora de nossa visão e hoje temos condições de olhar isso. O big data abre esse novo mundo”, compara o especialista, durante palestra na 5ª edição do Premier 100 IT Leaders Conference, evento promovido pela Computerworld Brasil e que acontece esta semana em Punta del Este, Uruguai.

Em um cenário onde o volume de dados aumenta exponencialmente – segundo a IDC a geração de dados até 2020 atingirá a casa dos 44 trilhões de gigabytes ao ano – saber como agregar valor a tais informações é chave fundamental para os negócios e concorrência, ressalta.

Como exemplo ele cita a Amazon. Por meio do Kindle, a companhia consegue rastrear os hábitos de leitura de seu usuário: quanto tempo ele se dedica ao título, se grifa parágrafos ou quanto tempo em geral leva para ler um livro. Tais informações, desde a opção de compra, são usadas para personalizar ofertas e fidelizar o consumidor.

Para ele, a maioria das corporações entenderam o papel estratégico do Big Data na tomada de decisões. No entanto, um dos grandes desafios diz respeito à sofisticação de algoritmos para análise preditiva dos dados e, em uma outra fase, análise prescritiva dos mesmos. Onde é possível não só identificar problemas em uma base de informações, como a partir destas prever o que poderá acontecer e, a partir daí, tomar posicionamentos.

“A tecnologia [big data] nos permite trabalhar o que acontecerá e estamos dando os primeiros passos para a analise prescritiva”, pontua citando companhia que nasceram como empresas de tratamento de dados, caso do Uber e Linkedin.

Segundo o especialista, o Brasil dá os primeiros passos em direção à análise de dados em seu caráter preditivo. Atualmente, apenas 5% dos sites de e-commerce contam com tecnologia preditiva de Big Data, aponta.

“A maioria das empresas estão aprendendo, fazendo as primeiras experiências e começando a testar realmente alguma iniciativa de filtro de dados mais sofisticados”, pontua.

Fonte: Computerworld Brasil

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