Tecnologia

Mercado brasileiro ainda dá os primeiros passos em big data

By 21 de maio de 2015 No Comments

Para Cezar Taurion, CEO da Litteris Consulting, big data hoje assume papel semelhante ao que o microscópio teve para a medicina. Com a invenção, descobertas a respeito de bactérias e outros microorganismos levaram desde à adoção de medidas simples de assepsia à compreensão de agentes causadores de doenças e, consequentemente, à cura das mesmas.

“Antigamente, um médico não sabia que era preciso lavar as mãos antes de uma cirurgia. A mesma coisa acontece com a tecnologia, antes era um campo que estava fora de nossa visão e hoje temos condições de olhar isso. O big data abre esse novo mundo”, compara o especialista, durante palestra na 5ª edição do Premier 100 IT Leaders Conference, evento promovido pela Computerworld Brasil e que acontece esta semana em Punta del Este, Uruguai.

Em um cenário onde o volume de dados aumenta exponencialmente – segundo a IDC a geração de dados até 2020 atingirá a casa dos 44 trilhões de gigabytes ao ano – saber como agregar valor a tais informações é chave fundamental para os negócios e concorrência, ressalta.

Como exemplo ele cita a Amazon. Por meio do Kindle, a companhia consegue rastrear os hábitos de leitura de seu usuário: quanto tempo ele se dedica ao título, se grifa parágrafos ou quanto tempo em geral leva para ler um livro. Tais informações, desde a opção de compra, são usadas para personalizar ofertas e fidelizar o consumidor.

Para ele, a maioria das corporações entenderam o papel estratégico do Big Data na tomada de decisões. No entanto, um dos grandes desafios diz respeito à sofisticação de algoritmos para análise preditiva dos dados e, em uma outra fase, análise prescritiva dos mesmos. Onde é possível não só identificar problemas em uma base de informações, como a partir destas prever o que poderá acontecer e, a partir daí, tomar posicionamentos.

“A tecnologia [big data] nos permite trabalhar o que acontecerá e estamos dando os primeiros passos para a analise prescritiva”, pontua citando companhia que nasceram como empresas de tratamento de dados, caso do Uber e Linkedin.

Segundo o especialista, o Brasil dá os primeiros passos em direção à análise de dados em seu caráter preditivo. Atualmente, apenas 5% dos sites de e-commerce contam com tecnologia preditiva de Big Data, aponta.

“A maioria das empresas estão aprendendo, fazendo as primeiras experiências e começando a testar realmente alguma iniciativa de filtro de dados mais sofisticados”, pontua.

Fonte: Computerworld Brasil

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