Como pais e responsáveis, devemos incentivar o uso consciente da tecnologia pelos pequenos.

Não é necessário ser nenhum especialista, guru de tecnologia, ou mestre de educação, para percebermos que as crianças estão cada vez mais conectas. Gastam seu tempo cada vez mais online, e mais cedo acessam conteúdos digitais por dispositivos que nos, pais, colocamos em suas mãos. Infelizmente, nos, os mesmos pais, estamos inversamente cada vez mais desconectados dos riscos inerentes que isso pode trazer.

A disponibilidade da tecnologia em nossas vidas avança de forma insaciável. Estamos cada vez mais, rodeados por dispositivos conectados, seja em simples dispositivos para vigilância das crianças com wi-fi com as babas eletrônicas. Os famosos relógios inteligentes é um vislumbre da Internet das Coisas que irá deslanchar nos próximos anos.

A evolução que presenciamos nos últimos anos, não tem precedentes e isso traz sérios questionamentos que precisam ser urgentemente considerados. Mas antes de debruçarmos em cima de questões filosóficas, precisamos encarar o agora com nossas crianças de hoje.

Vemos que desde muito cedo, já inserimos as crianças no mundo tecnológico de forma muito natural e de tal maneira que tem se tornando impossível tirá-las deste contexto, pois somos frutos do meio em que estamos inseridos. Lembra do argumento da psicologia onde se diz que “somos frutos de nosso meio?”.

Estar conectado já é normal e rotineiro para a geração nativamente digital. Pedir comida, transporte, hotel, abrir conta em banco, gerar pagamentos e serviços, podem ser feitos simplesmente pelo celular.

Estamos nos transformando em uma humanidade extremamente conectada, e precisamos perceber que o equilíbrio faz parte do jogo.

A cada nova geração, e veremos um pouco delas a frente, se adapta cada vez mais rápido aos novos recursos. Meu filho mais novo, aos 6 anos, descobriu por conta própria como destravar o smartphone da mãe sem precisar usar o desenhar de ligar os pontos tradicional do Android.

Eles são cada vez mais inteligentes e muito adaptados a nova realidade. Apesar de parecer assustador, essa tendência, esta simbiose seja o natural. Mais do que pensar em encarar a tecnologia como um vilão, somente pelo ângulo negativo, temos um outro lado que instiga somente pontos positivos.

A disponibilidade de computadores mais velozes e cada vez menores não auxilia no importante papel de consciência do mundo que cerca nossas crianças.

Compreender os recursos disponíveis e controlar ao que é disponibilizado por meio destas novas mídias eletrônicas é mais urgente, pois o acesso a dispositivos eletrônicos é um caminho sem volta, a não ser que você não tenha acesso a internet, e caso fosse, este o seu caso, pouco provavelmente estaria dedicando seu tempo e investindo recursos para compreende melhor o universo que seus filhos estão inseridos.

Precisamos inicialmente encarar o desafio de usar a tecnologia de forma consciente. Ela é nossa aliada, facilita nossa vida, possibilita a evolução na medicina, na educação, no agronegócio e vários desafios foram vencidos graças ao serviço tecnologia que a humanidade alcançou ate aqui.

Devemos auxiliar o crescimento de nossas crianças transformando todo os recursos para serem utilizados de forma gratificante. Para seu crescimento como seres humanos saudáveis. Precisamos acompanhar seu tempo, suas atividades, digitais e as reais. Temos a obrigação de cultivar suas mentes criativas, preparando as tanto para o mundo real e agora mais do que nunca, para também o mundo virtual. Pois as novas gerações têm se tornado naturalmente cada vez mais conectadas. Nortear seu desenvolvimento com valores positivos, o que estão absorvendo como valores, pois como diz um antigo ditado chinês,

Não herdamos o mundo de nossos antepassados, nós o pegamos emprestado dos nossos filhos. E precisamos devolver a eles, um mundo melhor, e definitivamente, não estamos sabendo fazer isso, e hoje isso também engloba o mundo digital.

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